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O capacete de estreia de Isack Hadjar é inspirado em Ayrton Senna: um gesto simbólico que marca a chegada do rookie da Red Bull

O capacete de estreia de Isack Hadjar é inspirado em Ayrton Senna: um gesto simbólico que marca a chegada do rookie da Red Bull

por Simone Scanu

5 min de leitura

Isack Hadjar apresentou oficialmente o design do capacete que vai usar ao longo da sua primeira temporada como piloto da Red Bull Racing, revelando uma criação marcante em amarelo e roxo que diz muito sobre a sua identidade, ambições e herança pessoal. Muito mais do que um simples acessório de segurança, este capacete representa um momento decisivo na carreira do piloto franco-argelino — a transição de promessa das categorias de base para um verdadeiro competidor de Fórmula 1 ao lado de um dos maiores talentos do desporto.

O design chama a atenção de imediato com o seu esquema de cores arrojado em amarelo e roxo, complementado pela icónica marca Red Bull em destaque na lateral. Cada elemento tem um significado profundo, escolhido com cuidado para refletir o percurso e as motivações de Hadjar ao entrar no topo do automobilismo.

Homenagem ao lendário legado de Ayrton Senna

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Os detalhes em amarelo no capacete de Hadjar prestam homenagem ao seu ídolo de infância, Ayrton Senna, cujo legado de tricampeão do mundo continua a inspirar gerações de pilotos. Ao crescer a ver o domínio de Senna na Fórmula 1, Hadjar absorveu a busca incansável pela perfeição e a intensidade competitiva da lenda brasileira — qualidades que agora procura replicar ao mais alto nível.

"Antes de mais, o amarelo, porque cresci a ver o Senna", explicou Hadjar. Esta homenagem deliberada liga-o a uma das figuras mais transcendentais do automobilismo, um piloto cuja abordagem inovadora e domínio psicológico revolucionaram a estratégia e a mentalidade nas corridas.

A física por trás do roxo

Para lá do amarelo vibrante, os elementos em roxo representam uma ligação mais profunda à ciência e ao cosmos. Esta escolha de design reflete o percurso singular e a base intelectual de Hadjar. O roxo complementa uma equação de física presente na parte traseira do capacete, uma homenagem marcante ao seu pai, físico quântico.

"O roxo, eu sempre tive por causa do cosmos, da fórmula de física que tenho. O meu pai é físico quântico. São as fórmulas que regem este mundo, e é por isso que, na verdade, conseguimos fazer o que fazemos", afirmou Hadjar. Esta integração de simbolismo científico distingue o seu capacete dos designs contemporâneos, sugerindo um piloto que vê o automobilismo tanto por uma lente intuitiva como analítica — uma perspetiva cada vez mais valiosa à medida que a Fórmula 1 evolui rumo à eletrificação e à sofisticação tecnológica em 2026.

A entrada no universo Red Bull

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Depois de impressionar na sua temporada de rookie com a Racing Bulls, Hadjar garantiu a promoção para a Red Bull em 2026, posicionando-se ao lado do tetracampeão do mundo Max Verstappen. Esta parceria estabelece de imediato a dimensão do desafio — e da oportunidade — que Hadjar tem pela frente.

Hadjar mostrou entusiasmo genuíno por se juntar à equipa campeã do mundo, recordando a admiração de infância pelo domínio da Red Bull. "Estar numa equipa campeã do mundo... quando eu cresci a ver Fórmula 1, via o Vettel a ganhar todas estas corridas, em miúdo, com a Red Bull", relembrou. O pedigree de campeonatos da equipa, aliado aos seus recursos técnicos e cultura vencedora, representa o ambiente ideal para o desenvolvimento de Hadjar.

Enfrentar o topo: a intensidade de Verstappen

Igualmente cativante é a perspetiva de Hadjar competir ao lado de Verstappen, um piloto que ele respeita profundamente por manter a fome de títulos apesar de já ter quatro campeonatos do mundo. "O que eu acho muito impressionante no Max é que, depois de quatro campeonatos do mundo, ele continua com muita fome e fica mesmo muito irritado quando as coisas não correm como ele quer, porque ele quer sempre ganhar", observou Hadjar.

Esta leitura revela uma maturidade notável de um piloto que entra na sua primeira temporada completa ao mais alto nível do automobilismo. Em vez de ver Verstappen apenas como concorrência, Hadjar enquadra a dinâmica como uma oportunidade de aprendizagem — uma hipótese de absorver mentalidade de campeão junto de um dos pilotos mais completos da era moderna. "Ser colega de equipa do Max, para ver como é — o que se sente ao enfrentar o melhor nível do mundo. É definitivamente super entusiasmante", sublinhou.

Um design para uma nova era

A estética do capacete vai além do simbolismo pessoal, refletindo a revolução técnica que varre a Fórmula 1 em 2026. O design incorpora elementos visuais refinados alinhados com princípios de eficiência e performance defendidos pela FIA — uma manifestação visual da transformação tecnológica e ambiental do desporto. Hadjar participou ativamente nas escolhas gráficas, procurando um capacete que fosse "legível, reconhecível e intemporal", capaz de definir a sua trajetória na carreira.

Conclusão

O capacete de Hadjar para 2026 representa muito mais do que uma expressão estética — é um manifesto da sua abordagem à Fórmula 1. Ao entrelaçar o amarelo lendário de Senna com simbolismo da física quântica, Hadjar anuncia a sua chegada não como um rookie cauteloso, mas como um piloto pronto para se afirmar de forma permanente na Fórmula 1 com profundidade intelectual e fogo competitivo. Ao iniciar esta jornada extraordinária ao lado de Verstappen na Red Bull, o seu capacete serve como um lembrete visual de onde veio e das alturas que ambiciona alcançar.

Simone Scanu

Simone Scanu

Ele é um engenheiro de software apaixonado pela Fórmula 1 e pelo automobilismo. Ele cofundou a Formula Live Pulse para tornar a telemetria ao vivo e as informações sobre as corridas acessíveis, visuais e fáceis de acompanhar.

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