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Briatore contesta independência de tribunal da FIA por laços à McLaren

Briatore aceita a decisão da FIA, mas contesta a independência de um juiz do tribunal de recurso, alegando ligações à McLaren.

Briatore contesta independência de tribunal da FIA por laços à McLaren
© Getty Images

Briatore contesta tribunal de recurso

O conselheiro executivo da Alpine, Flavio Briatore, colocou em causa a independência de um dos juízes do Tribunal Internacional de Recurso da FIA que repôs as penalizações de Pierre Gasly no pit lane, alegando ligações do magistrado à McLaren.

A decisão anunciada pelo tribunal repôs duas penalizações de cinco segundos aplicadas originalmente a Gasly por excesso de velocidade no pit lane. O piloto da Alpine tinha cruzado a meta na terceira posição, mas as sanções atiraram-no para o sétimo lugar após serem adicionadas ao seu tempo total de corrida.

A Alpine tinha conseguido inicialmente dar provimento a um direito de revisão, depois de ter ficado provado que a cronometragem oficial cometeu um erro ao medir o comprimento do pit lane. Mais tarde, a McLaren e a Red Bull levaram o processo ao Tribunal Internacional de Recurso. Isack Hadjar chegou a ser promovido a terceiro, perdeu a posição e viu-a ser-lhe devolvida após a decisão.

A decisão foi detalhada em Gasly perde pódio no Mónaco após decisão do Tribunal da FIA.

‘O painel devia ser totalmente independente’

Em declarações prestadas pouco depois do veredito, durante a conferência de imprensa de diretores de equipa da FIA, Briatore garantiu que a Alpine aceita o desfecho, mas manifestou forte desagrado com a postura e o passado de um dos quatro juízes.

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© Getty Images

“Em primeiro lugar, aceitamos a decisão, mas o que é muito estranho é que, dos quatro juízes do painel, um deles agiu como um procurador”, afirmou Briatore aos meios de comunicação presentes, incluindo o RacingNews365.

O responsável alegou ainda que o juiz em causa participou num discurso da McLaren Special Operations em Beverly Hills, em 2018, e acrescentou que o magistrado lidera a Fundação One Drop, à qual a McLaren doou um automóvel. Briatore argumentou que estas ligações configuram um conflito inaceitável, dado que a McLaren foi uma das equipas que protestou o caso.

“Um dos juízes tinha ligações a uma equipa que protestou contra nós”, sublinhou.

Briatore também rejeitou os argumentos do chefe de equipa da McLaren, Andrea Stella, que defendeu o recurso com base na integridade desportiva, insistindo que a verdadeira questão reside na independência do juiz e não nos regulamentos aplicados às penalizações de Gasly.

“O painel deveria ser totalmente independente e não precisamos de alguém com ligações a equipas, especialmente à equipa que estava diretamente envolvida connosco nesta situação”, vincou Briatore.

O dirigente referiu ainda que a Alpine desconhecia esta ligação antes da audiência e apontou que o juiz foi “muito agressivo” e atuou como uma acusação formal ao longo do processo. Briatore concluiu afirmando que a equipa aceita o desfecho, mas está a analisar as próximas opções, deixando uma questão no ar: “Por que motivo alguém com ligações à McLaren integrou este painel?”

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