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Lewis Hamilton admitiu ter ficado surpreendido ao saber que a Red Bull Powertrains teria sido considerada o principal motor da Fórmula 1 ao abrigo do processo de avaliação ADUO da FIA.
Falando após terminar em segundo lugar no Grande Prémio do Mónaco da semana passada, Hamilton revelou — antes de qualquer confirmação oficial da FIA — que a unidade de potência da Red Bull tinha sido avaliada como a mais forte no quadro ADUO. O processo considera apenas a potência do Motor de Combustão Interna ao decidir quais os fabricantes que se qualificam para assistência.
Essa assistência permite que os fabricantes de unidades de potência elegíveis introduzam atualizações destinadas a reduzir as diferenças de desempenho. Segundo a explicação de Hamilton, a Mercedes HPP estaria na linha para uma atualização, enquanto a Audi, a Ferrari e a Honda receberiam duas cada. A Red Bull, como o fabricante alegadamente avaliado como tendo o melhor motor, não se qualificaria para qualquer subsídio de atualização.
A posição permanece não oficial até que a FIA comunique o seu veredito publicamente, mas o resultado reportado já intensificou a atenção em torno do mecanismo de equilíbrio de motores do organismo regulador. Para mais informações sobre esse processo mais vasto, leia o nosso relatório sobre a FIA reavaliar o ADUO após a surpresa na classificação de motores da Red Bull.
Hamilton foi claro ao afirmar que o progresso da Red Bull merece reconhecimento, especialmente tendo em conta o curto período de tempo envolvido para um novo fabricante de motores.
"É definitivamente uma surpresa, porque os motores da Red Bull e da Mercedes estão muito, muito próximos", disse Hamilton.
"A Red Bull fez um trabalho incrível com o seu motor, mas a Mercedes também, e ouvi dizer que houve alguém que passou da Mercedes para a Red Bull. Eles fizeram algo que ninguém pensava que conseguiriam num espaço de tempo tão curto como um novo fabricante de motores, e mérito para eles."
Hamilton acrescentou que a Mercedes ainda possui um bom motor, sugerindo que a diferença entre os dois é marginal e não decisiva.
"A Mercedes ainda tem um bom motor, talvez tão bom quanto, mas está muito, muito próximo entre eles", afirmou.
Hamilton foi também questionado sobre o motivo pelo qual a Ferrari não conseguiu igualar a Mercedes no Mónaco, apesar de o circuito dar menos ênfase à potência pura. A sua resposta foi direta: o SF-26 carecia de downforce.
"Não falei realmente com eles sobre a análise, mas penso que é apenas downforce puro", explicou Hamilton.
Ele apontou para o pacote de atualização da Ferrari em Miami e para o passo de desenvolvimento posterior da Mercedes, dizendo que a diferença se tornou visível no Mónaco quando Kimi Antonelli estava à sua frente.
"Consegui ver quando [Kimi Antonelli] estava à minha frente o quão mais cedo ele conseguia acelerar, o quanto mais traseira ele tinha nas curvas, e eu não conseguia acompanhar, e isso é apenas downforce."
Para Hamilton, portanto, o cenário do Mónaco não foi apenas uma história de motores. Foi um lembrete de que, mesmo onde a potência importa menos, a aderência traseira e a carga aerodinâmica podem definir o limite de ritmo.

Ele é um engenheiro de software apaixonado pela Fórmula 1 e pelo automobilismo. Ele cofundou a Formula Live Pulse para tornar a telemetria ao vivo e as informações sobre as corridas acessíveis, visuais e fáceis de acompanhar.
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