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Max Verstappen tem sido direto nas suas críticas aos novos regulamentos da Fórmula 1. Agora, Juan Pablo Montoya respondeu com a mesma falta de rodeios.
O tetracampeão mundial tem demonstrado frustração crescente com as novas regras e com o estilo de gestão de energia que elas exigem nos grandes prémios. Verstappen chegou até a insinuar que poderia considerar deixar a modalidade se a direção atual continuar — um reflexo de quão forte é a sua posição em relação à mudança na filosofia das corridas.
Mas Montoya acredita que, se Verstappen está realmente insatisfeito, há apenas um caminho a seguir: sair.
Verstappen rejeitou a ideia de que as suas críticas estejam ligadas às dificuldades da Red Bull, com a equipa atualmente como a quarta força do grid e já sem vitórias. Ele insiste que as suas objeções são filosóficas, e não competitivas.
Segundo Verstappen, ele estaria disposto a aceitar ser apenas o quarto melhor se isso significasse poder correr no limite, sem a forte ênfase na gestão de energia que hoje define os grandes prémios modernos.
Essa distinção é importante para ele — mas não impressiona Montoya.

Em declarações ao Casinostugan, Montoya pediu a Verstappen que deixasse de ameaçar sair e que, em vez disso, se adaptasse ou levasse a decisão até ao fim.
“Se estás insatisfeito por estar na F1, então deves sair”, afirmou Montoya.
“Tem a coragem das tuas convicções. Se não estás satisfeito com as regras, então fala com as pessoas em vez de ameaçares que vais embora. Isso não vai ajudar muito.”
Montoya foi ainda mais longe, sugerindo que a frustração de Verstappen está menos ligada a princípios e mais ao desempenho.
“Se eu estivesse no lugar dele, ficava calado, lidava com a situação e admitia que está num carro de merda e que está frustrado porque o carro é um lixo, está 20 quilos acima do peso e vai ser pouco competitivo o ano inteiro.”
É uma avaliação contundente — que enquadra as queixas de Verstappen como a reação de um piloto que já não dispõe de um carro dominante.
Para além da vertente competitiva, Montoya fez uma reflexão mais ampla sobre a própria Fórmula 1.
“No fim do dia, ninguém é maior do que o desporto.”
Ele comparou a situação a um casamento falhado, argumentando que, se uma das partes quer sair, há pouco valor em prolongar o inevitável.
“É como quando estás num casamento e a outra pessoa não quer estar contigo, o que vais fazer?”
“O desporto é maior do que uma pessoa. E é mesmo. Por maior que ele seja, o desporto é maior.”
Montoya também alertou que usar a ameaça de saída como forma de pressão pode sair pela culatra.
“O problema de sair, se na verdade estás apenas a sair para pressionar uma mudança nos regulamentos, é que o desporto vai seguir em frente sem ti.”
“E quando quiseres voltar, pode já não haver lugar para ti. Tens de saber que, quando sais, é para sempre. Eu fiz isso.”
A mensagem é clara: a insatisfação com as regras não dá a nenhum piloto — nem mesmo a um tetracampeão mundial — o direito de ditar os rumos do campeonato. Na visão de Montoya, a Fórmula 1 continuará com ou sem ele.

Ele é um engenheiro de software apaixonado pela Fórmula 1 e pelo automobilismo. Ele cofundou a Formula Live Pulse para tornar a telemetria ao vivo e as informações sobre as corridas acessíveis, visuais e fáceis de acompanhar.
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