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Apesar de ter se afastado do paddock da Fórmula 1, a presença de Helmut Marko na Red Bull continua a ser profundamente sentida.
Embora Marko tenha ficado maioritariamente fora dos holofotes desde a sua saída — optando por comentar publicamente apenas quando é abordado pela imprensa — a sua ligação à equipa de Milton Keynes não foi cortada. Segundo o chefe de equipa Laurent Mekies, o austríaco continua a desempenhar um papel informal, mas significativo, nos bastidores.
A saída de Marko deu a Mekies responsabilidades alargadas, particularmente nas áreas de desenvolvimento e gestão de pilotos. Essa transição tem gerado atenção, sobretudo numa altura em que a Red Bull atravessa uma nova fase após uma série de saídas de figuras de destaque nos últimos dois anos.
Falando no podcast Beyond the Grid, Mekies deixou claro que Marko continua acessível à equipa — incluindo aos seus pilotos.
“Tenho quase a certeza de que eles ainda falam. Talvez não às 7h00 da manhã, mas talvez um pouco mais tarde no dia. O Helmut manteve-se muito aberto e disponível para nós.”
E acrescentou:
“Tenho a certeza de que todos nós continuamos a falar com ele e a receber a sua orientação, mesmo que já não o vejamos aparecer no circuito…”
Mekies fez questão de sublinhar a dimensão do legado de Marko dentro da organização.
“Não se vira a página do Helmut depois de ele ter construído este programa de jovens pilotos ao longo de duas décadas com um sucesso incrível. Não se vira essa página rapidamente. Estamos a viver do legado dele neste momento. E, como disse, ele está por perto se precisarmos.”
Os comentários sugerem que, embora Marko já não esteja fisicamente presente no paddock, a sua filosofia e influência continuam a moldar a estrutura interna da Red Bull e o percurso dos seus pilotos.
Sob a liderança de Mekies, a gestão de jovens talentos ganhou um novo fôlego. O desenvolvimento de Isack Hadjar tem sido apontado como um exemplo positivo, com o jovem piloto a dar um salto significativo no seu desempenho. Liam Lawson também parece revitalizado no atual ambiente.
A mensagem é clara: embora a estrutura esteja a evoluir, as bases continuam assentes no sistema criado por Marko.
Marko não é a única figura-chave a ter saído nas últimas épocas. Christian Horner, Jonathan Wheatley e Adrian Newey também deixaram a equipa nos últimos dois anos, marcando o fim de um núcleo de liderança que supervisionou um dos períodos mais bem-sucedidos da história da Red Bull.
Estas saídas abriram espaço a promoções internas, numa altura em que a equipa procura estabilizar-se e regressar aos níveis de competitividade de outros tempos. No entanto, a introdução de novos regulamentos complicou esse processo, com a Red Bull atualmente atrás dos seus rivais.
Há otimismo de que a próxima pausa no calendário proporcionará tempo valioso para resolver os problemas do carro antes do regresso à competição no Grande Prémio de Miami.
Para já, a reconstrução da Red Bull continua — moldada por uma nova liderança, mas ainda orientada, de forma discreta, pelo legado de Helmut Marko.

Ele é um engenheiro de software apaixonado pela Fórmula 1 e pelo automobilismo. Ele cofundou a Formula Live Pulse para tornar a telemetria ao vivo e as informações sobre as corridas acessíveis, visuais e fáceis de acompanhar.
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