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O chefe de operações de pista da Aston Martin, Mike Krack, recusou-se a alimentar especulações sobre a estrutura de gestão da equipe, enquanto o escrutínio aumenta após um início de temporada complicado.
Falando antes do Grande Prêmio do Japão, Krack descartou perguntas sobre o futuro de Adrian Newey e os rumores de uma possível ligação com Jonathan Wheatley, insistindo que o foco da equipe deve permanecer exclusivamente no desempenho na pista.
Ao chegar a Suzuka, a Aston Martin se vê sob pressão crescente. A equipe comandada por Lawrence Stroll enfrentou uma fase inicial turbulenta na temporada, e os holofotes se intensificaram ainda mais na corrida em casa da Honda.
A parceria entre a montadora e a equipe baseada em Silverstone começou de forma instável. O AMR26 é descrito como pouco potente, enquanto vibrações provenientes da bateria têm causado desconforto significativo tanto para Lance Stroll quanto para Fernando Alonso. Segundo a equipe, nenhum dos pilotos conseguiu completar a distância total de uma corrida até o momento por causa do problema.
Em Melbourne, Newey afirmou que os pilotos sentiam que havia risco de "danos permanentes nos nervos" nas mãos devido à falha. Sua postura diante da imprensa na etapa de abertura também chamou bastante atenção.
Nesse contexto, surgiram rumores de que Newey poderia estar buscando um sucessor, possivelmente recuando para se concentrar exclusivamente em suas responsabilidades como sócio técnico-administrativo. Jonathan Wheatley, que recentemente deixou a Audi após um ano no comando por motivos pessoais, tem sido amplamente apontado como um possível candidato.
Entende-se que Wheatley não estava satisfeito com o tempo que passava na Suíça. Uma mudança para a Aston Martin o aproximaria de casa, já que o campus da equipe fica próximo à Red Bull, onde ele trabalhou por duas décadas ao lado de Newey.
Apesar das crescentes especulações, Krack evitou se aprofundar no assunto.
"Sim," respondeu inicialmente ao ser questionado sobre possíveis mudanças, antes de redirecionar a atenção para a tarefa imediata.
"Estamos aqui no Japão, focados na corrida em casa do nosso parceiro. Estamos concentrados neste fim de semana."
"Temos muito trabalho pela frente. Então, acho que essa não é uma questão para agora."
Lance Stroll adotou postura semelhante durante a coletiva de imprensa dos pilotos da FIA. No entanto, ele se referiu a Newey como chefe de equipe — descrição que seu pai evitou de forma notável em um comunicado divulgado na semana anterior, no qual expressava apoio ao renomado projetista.
"Não sei todos os detalhes sobre isso, mas sei que o Adrian é o chefe de equipe neste momento," afirmou Stroll.
O canadense deixou claro onde acredita que estão as prioridades da equipe.
"Sei que precisamos melhorar o motor, precisamos melhorar o carro, e acho que é nisso que todos estão focados."
Por enquanto, as questões sobre a liderança da Aston Martin seguem sem resposta. Na pista, porém, as exigências são imediatas — e o desempenho, mais do que a política interna, é a principal preocupação.

Ele é um engenheiro de software apaixonado pela Fórmula 1 e pelo automobilismo. Ele cofundou a Formula Live Pulse para tornar a telemetria ao vivo e as informações sobre as corridas acessíveis, visuais e fáceis de acompanhar.
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