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Pato O’Ward afirma que a especulação recorrente sobre uma possível mudança para a Fórmula 1 pode terminar. Em declarações ao podcast Speed Street, de Conor Daly, o piloto da Arrow McLaren na IndyCar deixou claro que um futuro na F1 já não faz parte da sua agenda pessoal ou profissional.
O piloto mexicano, que já teve a oportunidade de pilotar máquinas de Fórmula 1 através de oportunidades relacionadas com a McLaren, descreveu essas experiências como valiosas, mas que já não são centrais para o que pretende da sua carreira.
“Estou grato pelas experiências e por tudo o que aprendi no mundo da Fórmula 1. E, obviamente, conduzir esses carros, especialmente nos últimos anos, foi uma experiência incrível, apenas por sentir do que são capazes”, disse O’Ward.
No entanto, a mensagem que se seguiu foi muito mais decisiva. O’Ward afirmou que atingiu uma fase diferente na sua vida e que já não sente qualquer motivação para continuar num papel de reserva na Fórmula 1.
“Não há nada em mim que me leve a querer continuar como reserva na Fórmula 1, porque estou num excelente momento na IndyCar. Adoro a categoria. É onde quero estar”, acrescentou.
A posição de O’Ward é marcante porque rejeita o tradicional apelo do estatuto da Fórmula 1. Em vez de perseguir a visibilidade e o prestígio associados ao campeonato, ele definiu a IndyCar como o ambiente que lhe proporciona o que mais valoriza: correr.
Ele também indicou que a atual geração de carros de Fórmula 1 não lhe agrada, afirmando que não está entusiasmado por conduzir um e que pediu para ser dispensado das suas funções na Fórmula 1. Os seus comentários surgem no meio de críticas mais amplas às máquinas atuais da F1, um tema também refletido nas recentes preocupações dos pilotos, como a crítica de Fernando Alonso às regras da F1 de 2026.
Para O’Ward, a equação é agora simples. “É o melhor lugar para mais corridas. Simples assim. Penso que muitos podem ter uma opinião diferente. Mas, para mim, é onde sou feliz.”
O’Ward está confirmado como parte do alinhamento da McLaren na IndyCar para 2027, ao lado do recém-chegado Scott Dixon e de Felix Rosenqvist, que regressa à equipa. Essa temporada tem um peso particular para o piloto natural de Monterrey, uma vez que será o último ano do seu contrato atual com a equipa liderada por Zak Brown.
A decisão também reflete a sua posição consolidada na série americana. O material de base refere que O’Ward já desfruta de um grande contrato com a McLaren e é um dos pilotos mais reconhecidos e comercialmente populares da IndyCar.
“Não preciso de ser mais famoso. Não preciso de mais dinheiro. Já estou numa posição que nunca pensei alcançar quando era mais novo. Sou muito afortunado”, afirmou.
Em termos de Fórmula 1, trata-se de uma rara recusa pública da escada. Para O’Ward, o destino já não é o grande palco europeu. É o campeonato onde se sente realizado, valorizado e totalmente comprometido.

Ele é um engenheiro de software apaixonado pela Fórmula 1 e pelo automobilismo. Ele cofundou a Formula Live Pulse para tornar a telemetria ao vivo e as informações sobre as corridas acessíveis, visuais e fáceis de acompanhar.
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